Além da ansiedade de ver mais uma coleção ser desfilada, atribuo tudo isso à incrível habilidade do Marc de trazer o drama para a passarela em um espetáculo diferente e carregado a cada temporada. Ontem não foi diferente: o cenário que de cara me remeteu a um palco, a trilha de Philip Glass , tudo contribuiu para apresentar uma coleção que trouxe muitas tendências mas não me soou nada repetitiva. Teve o boudouir com lingeries aparecendo por baixo de vestidos transparentes, teve a camisa abotoadinha, transparências… Mas tudo mostrado de outra forma. Por exemplo: o desfile veio bem carregado de referências dos anos 20, com tecidos bem brilhosos e meias de tule – que, aliás, me lembraram muito o desfile da Extra inspirado em bailarinas.
Mas a sacada foi transformar as franjas tão características dos vestidos da época (e tão em alta atualmente), tranzendo-as em paetês retangulares gigantes:
Os looks que misturaram as saias de tafetá com moletons :
As mesmas saias apareceram em silicone, e esses sim, foram meus looks favoritos do desfile. Transparência sim, que já vimos tanto, mas de um jeito moderno. Essa pareceu ser a chave do desfile ontem: tudo que já vimos de um jeito diferente, o clássico de um jeito moderno.
Fechando a semana de moda de Nova York com chave de ouro e muito drama.
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